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IVA Dual e locação de imóveis: contratos informais podem virar dor de cabeça?

  • Escrito por Jorge Ferreira
  • Data 11/06/2026

A locação de imóveis está entrando em uma nova fase no Brasil.

Com a reforma tributária, a chegada do chamado IVA Dual e o cruzamento cada vez maior de informações, locadores e locatários precisarão olhar com mais atenção para contratos, garantias, comprovantes, recebimentos e obrigações fiscais.

Durante muito tempo, muita gente tratou a locação de forma informal: contrato antigo, contrato de gaveta, acordo verbal, pagamento sem controle, reajuste sem registro, ausência de vistoria, garantia mal definida ou até sem qualquer garantia.

O problema é que esse tipo de informalidade, que antes parecia apenas uma “facilidade”, pode se transformar em risco para os dois lados.

Para o proprietário, o risco está em não ter segurança jurídica, não conseguir comprovar corretamente valores, ter dificuldade para cobrar atrasos, enfrentar problemas na entrega do imóvel e ficar exposto em caso de fiscalização ou divergência de informações.

Para o locatário, o risco também existe: falta de recibos adequados, ausência de contrato claro, dúvidas sobre reajuste, cobrança de encargos sem transparência, dificuldade para comprovar pagamentos e insegurança quanto à devolução de valores dados como garantia.

Por isso, falar de IVA Dual e locação de imóveis não é apenas falar de imposto. É falar de organização, documentação, contrato bem feito e administração profissional.

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O que é o IVA Dual?

O IVA Dual é uma das principais mudanças trazidas pela reforma tributária. Ele é formado por dois tributos: a CBS, de competência federal, e o IBS, de competência estadual e municipal.

Na prática, o novo modelo busca substituir diversos tributos atuais sobre consumo por uma estrutura mais unificada. Esse processo será gradual e ainda depende de regulamentações e ajustes operacionais.

No mercado imobiliário, a locação de imóveis passou a chamar atenção porque determinadas operações poderão ser alcançadas pelas novas regras, especialmente quando a locação for tratada como atividade econômica dentro dos critérios previstos na legislação.

Isso não significa que todo proprietário pessoa física que aluga um imóvel passará automaticamente a pagar um novo imposto sobre aluguel. Existem critérios, limites e situações específicas. Porém, a tendência é clara: o mercado ficará cada vez mais formal, digital e sujeito ao cruzamento de informações.

E é exatamente por isso que contratos informais merecem atenção.

Contrato de gaveta: por que isso pode ser um problema?

Um contrato de locação não serve apenas para dizer quem mora no imóvel e quanto será pago de aluguel.

Ele define direitos, deveres, prazos, reajustes, encargos, forma de pagamento, garantia, responsabilidades por manutenção, regras de entrega do imóvel, multas, comunicação entre as partes e procedimentos em caso de inadimplência.

Quando a locação é feita de forma informal, vários problemas podem aparecer:

  • dificuldade para comprovar pagamentos;
  • dúvida sobre quem deve pagar IPTU, condomínio, água, luz ou taxas;
  • ausência de regra clara para reajuste;
  • falta de vistoria de entrada e saída;
  • dificuldade para cobrar danos no imóvel;
  • insegurança sobre devolução de caução;
  • problemas para acionar garantia;
  • dificuldade em caso de inadimplência;
  • risco de divergência fiscal;
  • conflito entre locador e locatário.

Em muitos casos, o contrato informal só parece simples enquanto tudo está indo bem.

O problema aparece quando há atraso, dano no imóvel, saída antecipada, divergência de valores, cobrança de encargos ou necessidade de retomada do imóvel.

A garantia locatícia também precisa evoluir

Além do contrato, outro ponto que trava muitas locações é a garantia.

O proprietário quer segurança. O locatário quer algo justo. A imobiliária precisa de uma solução que funcione para os dois lados.

Durante muito tempo, as garantias mais comuns foram fiador, caução e seguro fiança.

Cada uma tem seus pontos positivos e negativos.

O fiador pode ser difícil de conseguir e muitas vezes atrasa a locação.

A caução comum parece simples, mas pode ser insuficiente quando surge inadimplência, danos ou necessidade de cobrança. Além disso, se o problema for maior que o valor depositado, o proprietário pode continuar descoberto.

O seguro fiança pode ser uma boa ferramenta, mas costuma ser rejeitado por muitos locatários, principalmente porque o valor pago normalmente não retorna ao final do contrato.

É nesse cenário que o título de capitalização surge como uma alternativa interessante.

Garantia por título de capitalização: uma alternativa mais equilibrada

Na Por Você Imóveis, temos estudado e estruturado o uso do título de capitalização como uma opção de garantia para locações administradas.

Essa modalidade não deve ser confundida com seguro fiança.

O título de capitalização funciona como uma garantia formal vinculada ao contrato de locação. O locatário contrata o título, o valor fica vinculado à locação e pode ser utilizado em caso de inadimplência, danos, encargos ou pendências previstas no contrato, respeitando o limite do valor contratado.

Para o locatário, o grande diferencial é a possibilidade de resgate ao final da locação. Quando o inquilino cumpre corretamente o contrato, mantém os pagamentos em dia e entrega o imóvel sem débitos, danos ou pendências, o valor do título retorna ao locatário corrigido, conforme as regras do produto contratado.

Ou seja, diferente do seguro fiança, em que normalmente o valor pago não retorna, o título de capitalização funciona como uma garantia mais equilibrada: protege o proprietário durante a locação e, ao mesmo tempo, preserva o direito do bom locatário de receber seu valor de volta ao final.

Esse resgate só não ocorre integralmente quando existe algum sinistro ou pendência que precise ser coberta pela garantia, como aluguel em atraso, encargos não pagos, danos ao imóvel ou outras obrigações previstas em contrato.

Benefícios para o locador/proprietário

Para o proprietário, a garantia por título de capitalização pode trazer mais organização à locação.

Entre os principais pontos positivos estão:

  • garantia formal vinculada ao contrato;
  • possibilidade de definir o valor conforme o risco da locação;
  • uso do título para cobrir débitos, encargos, danos, pintura, reparos e pendências, desde que previsto no contrato;
  • impossibilidade de liberação do título sem anuência do locador ou administradora;
  • mais aceitação pelo locatário em comparação ao seguro fiança;
  • possibilidade de suporte no fluxo locatício em caso de inadimplência;
  • contrato mais claro e administração profissional.

É importante lembrar que a garantia é limitada ao valor do título contratado. Por isso, o valor precisa ser bem definido no início da locação.

Não se trata de uma cobertura ilimitada, mas de uma garantia formal, organizada e vinculada ao contrato.

Benefícios para o locatário/inquilino

Para o locatário, a principal vantagem é a possibilidade de alugar sem fiador e sem a sensação de estar pagando por uma garantia que nunca será recuperada.

Entre os pontos positivos estão:

  • dispensa de fiador;
  • possibilidade de facilitar a aprovação da locação;
  • alternativa ao seguro fiança;
  • resgate do valor ao final, quando não houver pendências, débitos ou sinistros a serem cobertos;
  • possibilidade de participação em sorteios;
  • assistência residencial, conforme plano contratado;
  • mais clareza sobre o uso da garantia;
  • relação mais equilibrada com o proprietário.

Na prática, o bom locatário tem um incentivo claro: cumprir o contrato, manter os pagamentos em dia, cuidar do imóvel e preservar o direito ao resgate do valor ao final.

A importância da administração profissional

Com o mercado imobiliário cada vez mais formalizado, a administração profissional deixa de ser apenas uma comodidade e passa a ser uma forma de proteção.

Administrar uma locação envolve muito mais do que receber aluguel.

Envolve:

  • análise cadastral do locatário;
  • elaboração do contrato;
  • definição correta da garantia;
  • vistoria de entrada;
  • controle de pagamentos;
  • emissão de recibos e notas fiscais;
  • acompanhamento de encargos;
  • reajustes;
  • comunicação entre as partes;
  • controle de inadimplência;
  • vistoria de saída;
  • apuração de débitos e danos;
  • encerramento da locação.

Quando tudo isso é feito de forma organizada, locador e locatário ficam mais protegidos.

O proprietário reduz riscos sobre seu patrimônio.

O locatário tem mais transparência sobre suas obrigações.

E a locação se torna mais segura para todos.

IVA Dual: o alerta não é apenas tributário

Muita gente está olhando para o IVA Dual apenas como uma possível mudança de imposto.

Mas, para o mercado de locação, o ponto mais importante talvez seja outro: a necessidade de organização.

Mesmo que nem toda locação seja imediatamente impactada da mesma forma, o movimento é claro. O mercado está caminhando para mais controle, mais formalização e mais cruzamento de informações.

Isso significa que contratos mal feitos, pagamentos sem registro, garantias improvisadas e acordos verbais tendem a gerar cada vez mais riscos.

Quem se organiza antes evita dor de cabeça depois.

Locador e locatário precisam estar do mesmo lado

Uma boa locação não deve ser pensada como uma disputa entre proprietário e inquilino.

O proprietário quer receber corretamente, proteger seu imóvel e evitar prejuízos.

O locatário quer morar ou trabalhar com tranquilidade, sem burocracia excessiva e sem pagar por uma garantia que não faça sentido para sua realidade.

Quando existe contrato claro, garantia adequada e administração profissional, a relação fica mais equilibrada.

O proprietário tem mais segurança.

O locatário tem mais previsibilidade.

A imobiliária consegue acompanhar o processo com transparência.

Conclusão: a locação está mudando

O mercado de locação está passando por uma transformação.

A informalidade que antes parecia simples pode se tornar um problema.

A reforma tributária, o IVA Dual e o cruzamento de informações reforçam a importância de contratos bem elaborados, garantias claras e administração profissional.

Ao mesmo tempo, o mercado precisa de soluções que façam sentido para os dois lados.

Por isso, a garantia por título de capitalização pode ser uma alternativa interessante: mais estruturada que a caução comum e mais aceita pelo locatário que o seguro fiança.

Se você é locador/proprietário e tem um imóvel alugado ou pretende alugar, vale a pena revisar seu contrato, sua garantia e a forma como sua locação está sendo administrada.

Se você é locatário/inquilino e está buscando um imóvel, também vale conhecer alternativas que possam facilitar a locação sem fiador e com direito ao resgate do valor ao final, desde que o contrato seja cumprido e não existam pendências a serem cobertas.

A Por Você Imóveis pode ajudar você a entender melhor esse cenário, revisar sua locação e buscar uma solução mais segura, transparente e equilibrada.

Locação bem feita protege o proprietário, dá segurança ao locatário e evita problemas no futuro.

Esse é um tema importante e pode gerar muitas dúvidas, tanto para proprietários quanto para locatários.

Se você ficou com alguma dúvida, deixe seu comentário que eu vou responder. E se preferir conversar de forma mais reservada sobre o seu caso, pode me chamar pelo WhatsApp: (21) 99202-9008.

Comentários
  • Eu tenho 3 imóveis alugados, juntos somam R$ 4.800,00. Com tudo, inclusive condominio, luz, agua, etc. Como fico perante a esse novo imposto?

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